Um abaixo-assinado contra a deputada federal Erika
Hilton (Psol-SP) assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da
Mulher da Câmara chegou a 100 mil assinaturas.
Segundo a manifestação, a iniciativa visa a garantir
os direitos das mulheres ao pedir que a parlamentar seja substituída.
“Esta petição surge como uma manifestação
democrática de cidadãos que desejam abrir esse debate e pedir que a Câmara dos
Deputados considere, com atenção, os critérios de representatividade e
identificação com as mulheres brasileiras ao definir quem deve ocupar a
presidência da Comissão das Mulheres”, diz o trecho do abaixo-assinado
on-line, que foi criado pela influenciadora digital Sophia Barclay,
conhecida como trans de direita.
“Precisamos que uma mulher que já sofreu com dores
de parto me represente”, diz uma usuária da plataforma
Change, que assinou a petição.
Na última quinta-feira, 11, a Comissão de Defesa dos
Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu Erika Hilton para presidir o
colegiado neste ano. Ela recebeu 11 votos, e houve dez votos em branco. Ela
substitui a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG).
A comissão também elegeu Laura Carneiro (PSD-RJ)
para 1ª vice-presidente; Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) para 2ª
vice-presidente; e Socorro Neri (PP-AC) para 3ª vice-presidente.
Parlamentares da oposição criticaram a eleição da
nova presidente. Segundo elas, a comissão deveria ser presidida por uma mulher
biológica — Erika Hilton se apresenta como mulher trans.
“Não podemos concordar com a entrega desta comissão,
que deveria zelar pela dignidade da mulher, da vida e da família, a uma pauta
que desvirtua a própria essência feminina”, disse a deputada federal Chris
Tonietto (PL-RJ).
De acordo com a deputada Clarissa Tércio (PP-PE), a
eleição de Erika Hilton representa um retrocesso para a pauta feminina.
Revista Oeste

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