O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho
(PL-RN), visitou, nesta quarta-feira (4), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido
como Papudinha.
Marinho afirmou que Bolsonaro tem uma visão
“amadurecida” em relação ao cenário político atual e que Lula é considerado
“uma mercadoria vencida”.
Com autorização prévia do Supremo Tribunal Federal
(STF), essa foi a primeira vez que o parlamentar visitou o aliado desde a
determinação da prisão em regime fechado. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3
meses por liderar a trama golpista.
O senador deixou o local às 10h10 e relatou que o
encontro com o ex-mandatário foi produtivo e que recebeu uma “série de
orientações”, em especial sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência,
que será colocada em prática por todos os aliados.
“A candidatura de Flávio está muito tracionada, nós
temos grandes possibilidades. […] Nós fizemos um passo a passo de vários
estados brasileiros e é evidente que será necessário transigência e negociação,
mas sem perder a nossa essência”, afirmou.
Marinho não será vice
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho
(PL-RN), afirmou que, “com certeza”, não será o candidato a vice-presidente em
uma eventual chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Marinho deu a
declaração depois de visitar Jair Bolsonaro na Papudinha.
Questionado sobre a possibilidade de ser o vice de
Flávio, Marinho lembrou que faz parte do mesmo partido do filho do
ex-presidente e que o ideal é atrair nomes de outras siglas para fortalecer a
chapa.
“A ideia é termos a possibilidade de atrairmos
outros partidos. Isso vai ser tratado ao longo dos próximos meses, para
começarmos com o maior número de integrantes, termos o maior tempo de TV. Vamos
trabalhar nessa linha e é claro que o candidato a vice vai ser aquele que mais
vai entregar, que nos dê uma capacidade maior de trazer o maior número de
votos”, disse Marinho.
“Vamos fazer isso com muito cuidado. Conversando,
entendendo quem é o melhor vice pra agregar nessa chapa. Com certeza, não serei
eu”, completou o parlamentar.
O nome do senador como candidato a vice em uma
possível chapa com Flávio Bolsonaro ganhou força depois que Marinho anunciou
que não será candidato ao governo do Rio Grande do Norte.
Quando tornou pública a desistência da pré-candidatura
ao governo local, Marinho disse que a decisão se deu após um pedido de Jair
Bolsonaro para atuação na campanha de Flávio.
Visita ao ex-presidente
O encontro entre os aliados ocorre após a decisão de
Marinho em desistir de concorrer ao governo do Rio Grande do Norte nas eleições
de 2026. Segundo o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, o senador afirmou que
esse foi o pedido do próprio Bolsonaro.
“Recebi de seu advogado e do próprio Flávio, que
estão em contato com o presidente. Acredito em ambos”, afirmou Marinho.
A desistência tem como objetivo ajudar a coordenar a
campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) na Região Nordeste. O líder da
oposição declarou apoio ao ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Podemos) na
disputa no estado.
Perda da patente militar
Marinho também relatou que Bolsonaro não apresenta
preocupações em relação à possível expulsão das Forças Armadas. O Ministério
Público Militar deve protocolar ainda nesta semana um pedido ao Superior
Tribunal Militar (STM) para que, além do ex-presidente, outros militares
condenados pela trama golpista sejam expulsos.
“O presidente está tranquilo em relação ao que está
ocorrendo, porque tudo isso, na verdade, é parte de um processo de tentar não
apenas aprisionar e encarcerar, mas impedir que se tenha o resgate
profissional, uma condição profissional que ele, historicamente, sempre teve
como capitão do Exército”, alegou.

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