Lula (PT) tem dito, segundo assessores, que Dias
Toffoli deveria também “sair do STF para não contaminar o governo”. A frase
reveladora não é crítica ao ministro, mas a confissão de que, para ele, o STF
não é Poder independente, mas uma espécie de departamento do Planalto, órgão
auxiliar, que não pode “contaminar” o governo com suas malfeitorias. Sem
respeitar a separação de poderes, Lula passou a querer a vaga de Toffoli como
se fosse cargo de confiança, demissível a qualquer tempo.
Lula trata o STF como braço estendido do Executivo,
convocando seus ministros para reuniões, almoços e jantares excluídos da agenda
oficial.
A oposição diz que essas reuniões discutem da
blindagem de aliados ao Código de Conduta, passando por iniciativas contra
adversários de Lula.
No Consórcio nada consta nas agendas oficiais, tudo
é combinado nos bastidores, longe de celulares, de holofotes e do escrutínio da
sociedade.
Lula impõe aos parças o modelo de governabilidade em
que o Judiciário não julga, acompanha. Tampouco interpreta a lei e sim a
conveniência.
Diário do Poder

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