segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Funcionário de supermercado é preso suspeito de adulterar preço de produto para cliente amigo em Mossoró

 


Um funcionário de um supermercado e um cliente foram presos em flagrante neste fim de semana em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, suspeitos de um esquema de adulteração nos preços de produtos. Os dois não tiveram os nomes divulgados.

Segundo a Polícia Civil, a dupla utilizava etiquetas falsas com preços reduzidos para fraudar o valor final das compras. A nova etiqueta era aplicada antes do produto ser passado no caixa. De acordo com a polícia, os dois eram amigos.

De acordo com as investigações, a dinâmica do crime era repetitiva:

  • o cliente entrava no estabelecimento e selecionava cortes de carne no setor de frigorífico;
  • os produtos eram pesados e etiquetados corretamente com o valor real;
  • no meio do trajeto pela loja, o funcionário encontrava o cliente e colava uma nova etiqueta por cima da original, com um valor consideravelmente mais baixo;
  • o cliente seguia para o caixa e pagava o valor adulterado.

A fraude foi descoberta após a gerência e os proprietários do supermercado notarem inconsistências frequentes no estoque e no faturamento do setor.

Ao monitorarem as câmeras de segurança, flagraram a ação e aguardaram o momento em que o cliente passou pelo caixa para realizar a abordagem.

Funcionário e cliente são amigos, diz polícia

Na delegacia, o delegado Roberto Moura, responsável pelo caso, informou que os dois envolvidos são amigos. O cliente é proprietário de uma sanduicheria na cidade e o funcionário do supermercado trabalhava com ele na lanchonete durante as horas vagas.

Os suspeitos negaram o esquema durante o depoimento à polícia, mas não souberam explicar o motivo da sobreposição das etiquetas captada pelas imagens de segurança.

Ambos foram autuados pelo crime de estelionato. Segundo a autoridade policial, devido às circunstâncias do crime, não houve estipulação de fiança na esfera policial.

A dupla foi encaminhada ao sistema prisional de Mossoró, onde permanece à disposição da Justiça. A polícia segue investigando se houve participação de outras pessoas ou se o esquema ocorria há mais tempo.

 

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