Os lulistas lavaram a alma no desfile da Acadêmicos
de Niterói no domingo, 15.
Cantaram o samba-enredo em homenagem ao
presidente Lula e exorcizaram seus demônios, como o
ex-presidente Jair Bolsonaro, caracterizado como o palhaço Bozo.
Foi um desfile sem meios-termos.
Tudo o que passou pela Sapucaí ao longo de 40
minutos tinha dois objetivos: ou era para atacar, ou era para elogiar.
Pura polarização, do jeito que Lula e Bolsonaro
sempre gostaram.
O samba-enredo já trazia o tom: “sem anistia“.
É o Carnaval do ódio, sem misericórdia, sem perdão.
A punição que vale para Jair Bolsonaro vale também
para a Débora do batom, que pegou 14 anos por pichar uma estátua.
O erro estratégico do governo Lula — que promoveu o
desfile com verba da Embratur e participou ativamente de sua organização — foi
achar que mirar em valores do bolsonarismo estaria apenas enfraquecendo seus
rivais políticos.
Escola de samba, em geral, não é palco da política,
mas da arte, da cultura.
Muitos brasileiros comuns, que não se interessam por
política, assistiram ao desfile de ontem.
E esses brasileiros viram foliões vestidos de lata
de conserva com um rótulo mostrando uma família com pai, mãe, duas crianças e
os dizeres: “Família em conserva“.
Ninguém gosta de achar que está em extinção, muito
menos que está sendo visto como algo do passado.
E, embora existam hoje diversas estruturas
familiares, as famílias com pai, mãe e filhos continuam existindo.
Não é uma crítica que afeta apenas os evangélicos,
mas uma parte significativa dos brasileiros.
Policiais segurando escudos com caveiras não pega
bem com quem acha que a criminalidade é o maior problema do Brasil.
Por fim, falar mal dos Estados Unidos em um país que
se encanta com os americanos também tem tudo para dar errado.
A esquerda lulista vibrou e voltou…

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