Apesar de ter mantido um contrato de consultoria
jurídica no valor de R$ 250 mil mensais com o banco Master, o escritório ligado
ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski não aparece como representante da
instituição financeira em nenhum processo judicial. O acordo foi firmado em
agosto de 2023 e seguiu em vigor até setembro de 2025, período que inclui parte
da passagem de Lewandowski pelo governo Lula.
A informação é da colunista Andreza Matais,
do Metrópoles. O contrato estava em nome da Lewandowski
Advocacia, escritório registrado em nome da esposa do ex-ministro, Yara de
Abreu Lewandowski, e do filho, Enrique de Abreu Lewandowski. Nenhum dos dois,
no entanto, atuou formalmente em ações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro
ou às empresas do grupo Master, segundo registros nos tribunais.
Em nota, Ricardo Lewandowski confirmou que o escritório
foi contratado para prestar serviços de consultoria jurídica, mas sem atuação
direta em processos ou representação do banco junto a órgãos do Poder
Executivo. Durante o período do contrato, há registro de apenas uma reunião de
Enrique Lewandowski com autoridades públicas, em maio de 2024, na
Advocacia-Geral da União, para tratar de um tema relacionado a seguros
habitacionais — sem qualquer menção ao Master.
A revelação do vínculo entre Lewandowski e o banco
reacendeu pressões políticas sobre o governo federal, especialmente em torno da
possível instalação de uma CPI para investigar o Master. Parlamentares da base
aliada passaram a recolher assinaturas para tentar controlar a comissão, caso
ela seja criada, após virem à tona as conexões envolvendo o banqueiro e
lideranças do governo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário