A escola Acadêmicos de Niterói abriu o
Grupo Especial do Carnaval do Rio neste domingo (15) com um enredo dedicado ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desfile contou a trajetória do
petista desde a infância em Pernambuco, passando pela atuação sindical em São
Paulo e chegando ao Palácio do Planalto, em uma narrativa marcada por forte
carga política e simbólica na Marquês de Sapucaí.
Entre as cenas mais comentadas esteve a encenação da
transição de poder entre governos recentes. A comissão de frente apresentou
referências a momentos da política nacional, incluindo a passagem da faixa
presidencial para Michel Temer, além de uma representação caricata
de Jair Bolsonaro, simbolizado pelo personagem “Bozo”. Em outro momento, o
desfile mostrou a volta de Lula ao poder e alusões a decisões judiciais
envolvendo o ex-presidente.
Lula acompanhou o desfile de perto, em camarote
oficial, ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes, além de aliados
políticos. O presidente chegou a ir próximo à pista e cumprimentar integrantes
da escola, enquanto alegorias destacavam programas sociais, o período como
metalúrgico e diferentes fases de sua vida pública.
A apresentação reacendeu o debate jurídico sobre
possível propaganda eleitoral antecipada, já que Lula é considerado
pré-candidato à reeleição. O Partido Novo acionou o Tribunal
Superior Eleitoral para tentar barrar a homenagem, alegando uso político
do desfile. A Corte rejeitou pedidos de suspensão prévia, argumentando que
impedir o evento configuraria censura, mas manteve o processo em andamento para
análise posterior.
Outro ponto que gerou controvérsia foi o
financiamento do Carnaval, após a divulgação de que a escola recebeu cerca de
R$ 1 milhão em recursos públicos destinados ao Grupo Especial. Agora, caberá à
Justiça Eleitoral avaliar se houve ou não extrapolação dos limites legais, já
que a propaganda eleitoral só é permitida oficialmente a partir de julho do ano
de eleição.
Com informações da CNN

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