A CPI do INSS retoma os trabalhos após o recesso
parlamentar, no próximo dia 5, cercada de incertezas sobre seu futuro. A
oposição articula a prorrogação da comissão por mais dois meses, além do prazo
regimental de 120 dias, com o objetivo de aprofundar investigações que passaram
a atingir o entorno do presidente Lula, especialmente seu filho, Fábio Lula da
Silva, o Lulinha.
A informação é da colunista Malu Gaspar, do O
Globo. A estratégia, no entanto, enfrenta resistência no comando do
Congresso. Por se tratar de uma CPI mista, cabe ao presidente do Senado, Davi
Alcolumbre (União Brasil-AP), decidir sobre a prorrogação. Nos bastidores,
aliados do parlamentar indicam que não há disposição para estender os
trabalhos, avaliando que a comissão já teria cumprido seu papel e que a
continuidade poderia transformar o colegiado em palco eleitoral.
A pressão da oposição aumentou após a Polícia
Federal informar ao STF que apura a possível atuação de Lulinha como “sócio
oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o chamado Careca do INSS,
apontado como pivô do esquema de descontos indevidos em aposentadorias. Embora
a PF destaque que não há indícios diretos de envolvimento do filho do
presidente, o tema reacendeu pedidos de convocações e quebras de sigilo ainda
pendentes na comissão.
Além do impacto político, o calendário eleitoral
pesa contra a prorrogação da CPI. Parlamentares admitem que o ritmo intenso de
sessões dificulta a atuação nas bases eleitorais, enquanto o prolongamento
tende a favorecer figuras centrais da comissão. Nos bastidores, a avaliação é
de que, sem aval da cúpula do Congresso, a CPI caminha para um encerramento
antecipado, mesmo sob forte pressão da oposição.
Com informações do O Globo

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