O apoio à criação de uma CPI para investigar o
escândalo envolvendo o Banco Master já é maioria no Congresso Nacional, com
força maior no Senado do que na Câmara dos Deputados. Levantamento do Placar
do Estadão aponta que 56 dos 81 senadores defendem
algum tipo de investigação, enquanto na Câmara o número chega a 304
parlamentares favoráveis, embora o avanço do colegiado ainda enfrente
resistência política.
Mesmo com o volume de apoio, a instalação da comissão
segue incerta. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou
que o pedido vai “entrar na fila”, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre
(União-AP), ainda não sinalizou respaldo público à proposta. Nos bastidores, a
avaliação é que o caso esbarra em interesses políticos e disputas internas que
podem adiar qualquer decisão.
Até agora, dois requerimentos foram protocolados e
um terceiro tenta reunir assinaturas suficientes. O deputado Rodrigo Rollemberg
(PSB-DF) quer investigar a relação entre o Banco Master e o BRB, enquanto o
bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ) articula uma CPMI com deputados e senadores
para apurar possíveis fraudes financeiras e prejuízos bilionários.
Além das denúncias envolvendo a instituição
financeira, o debate também ganhou contornos políticos ao incluir possíveis
conflitos de interesse ligados a ministros do STF, como Dias Toffoli e
Alexandre de Moraes. Apesar da pressão crescente, líderes do Congresso ainda
seguram o ritmo das investigações, alimentando críticas de que a maioria
favorável pode não ser suficiente para tirar a CPI do papel.

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