Com informações do UOL
O STF formou maioria (6 a 3) para que o economista
Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) fique com a vaga do deputado federal cassado
Deltan Dallagnol (Podemos-PR). A sessão foi encerrada às 23h59 de ontem (9) sem
o voto do ministro Kassio Nunes Marques.
O que aconteceu
- Hauly
e o pastor Itamar Paim (PL) disputavam a vaga na Câmara. No mês passado, o
TRE-PR (Tribunal Regional Estadual do Paraná) decidiu a favor do PL,
partido do ex-presidente Bolsonaro.
- O
ministro Dias Toffoli negou um pedido de Deltan para anular a decisão do
TSE e determinou que o suplente do Podemos assuma a vaga. A liminar
ocorreu na última quarta-feira (7)
- Ministros
foram convocados para analisar a decisão de Toffoli. A presidente do
Supremo, Rosa Weber, estabeleceu uma sessão virtual para o plenário da
Corte discutir a liminar que deu a Hauly a cadeira na Câmara.
Como votaram os ministros?
- O
primeiro voto foi de Alexandre de Moraes, em acordo com a decisão de
Toffoli. O ministro, que preside o TSE, acompanhou o voto do relator.
- Os
ministros Gilmar Mendes, André Mendonça e Cármen Lúcia também seguiram a
decisão do relator.
- O
primeiro voto contrário ao Podemos foi do ministro Edson Fachin, que
discordou de Toffoli. Luiz Fux acompanhou o voto de Fachin.
- Rosa
também divergiu de Toffoli, e o placar ficou 5 a 3.
- Luís
Roberto Barroso acompanhou o relator: 6 a 3. O julgamento terminou às
23h59 de ontem (9) sem o voto de Nunes Marques.
TRE tinha dado vaga ao PL
- Dallagnol
é do Podemos, mas vaga não ficou com seu partido logo após cassação. No
mês passado, o TRE-PR decidiu que, com menos de 12 mil votos, o suplente
do Podemos Luiz Carlos Hauly não tinha atingido a cláusula de desempenho
mínima para assumir a vaga de Dallagnol.
- O
tribunal determinou então que quem assumiria seria o pastor Itamar Paim
(PL), que foi o sexto mais votado entre os não eleitos.
- O
Podemos recorreu ao STF, e Dias Toffoli anulou a decisão do TRE-PR. Em
decisão publicada na última quarta-feira (7), o ministro do STF considerou
que a legislação não determina que os suplentes tenham que atingir esse
piso eleitoral.
- O
relator também afirmou, em sua decisão, que os votos do deputado cassado
devem ser transferidos ao seu partido, o Podemos, porque a inelegibilidade
do parlamentar ocorreu após a sua eleição.
- Deltan
Dallagnol foi cassado em 16 de maio pelo TSE com base na Lei da Ficha
Limpa. O relator do caso entendeu que Deltan cometeu fraude eleitoral ao
pedir demissão do MPF (Ministério Público Federal), em novembro de 2021,
escapando de eventuais punições que poderiam resultar em sua demissão. O
plenário do TSE seguiu o relator, por unanimidade. A Câmara confirmou a
cassação esta semana.

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