A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap)
começou a testar nesta segunda-feira (5) novas tornozeleiras eletrônicas que
estão sendo adquiridas através de um contrato emergencial.
A contratação emergencial se dá por conta de
um dívida acumulada do estado com a antiga fornecedora - entre os
meses de janeiro e abril - e que culminou com
cerca de 275 presos que avançaram para o regime semiaberto sem o uso da
tornozeleira por conta da falta do equipamento. O problema ocorre desde março.
Os equipamentos chegaram ao RN na sexta-feira
passada. Caso garantam qualidade nos testes, as tornozeleiras eletrônicas serão
compradas de forma emergencial pelos próximos seis meses.
"Esse período de teste varia um pouco, mas vai
depender um pouco da segurança da equipe técnica que a empresa conseguir
demonstrar. Se conseguir nos primeiros dias, isso se dá de maneira mais rápida.
A partir do momento que ela se habilite tecnicamente, aí nós vamos contratar
com a empresa. Aí o contrato prevê o prazo que a empresa deve entregar os
equipamentos", explicou o titular da Seap, Helton Edi Xavier.
Atualmente, segundo o governo, a dívida com a
empresa que gere as tornozeleiras no RN está em cerca de R$ 2 milhões e está
sendo negociada.
Por conta da ausência de tornozeleiras para os novos
presos que progridem para o regime semiaberto, o Ministério Público recomendou
o governo do RN a fazer a contratação emergencial. O estado fez uma segunda
chamada pública após a primeira não ter atraído nenhuma empresa. "Por isso
essa demora, e só agora que estão começando os testes", explicou o
secretário.
A contratação emergencial não substitui o contrato
anterior e as duas empresas atuariam com o fornecimento neste período.
Após seis meses, será lançado um novo edital de
licitação pública para contratação de um novo equipamento - não mais de forma
emergencial -, segundo a Seap.
"É uma contratação emergencial para suprir a
carência, para que não haja descontinuidade na prestação do serviço. É uma
contratação que perdura por seis meses, que é exatamente o período que a gente
precisa pra gente fazer uma licitação definitiva", explicou Helton Edi
Xavier.
Atualmente, cerca de 3 mil presos são acompanhados
pela central de monitoramento eletrônico do estado. Com os que saíram sem a
tornozeleira, a Seap disse que intensificou a fiscalização presencial nos
horários de recolhimento domiciliar.

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