O fim de semana e a madrugada desta segunda-feira
(11) exigiram trabalho incansável das forças de segurança e dos profissionais
do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP/RN). A
excelência técnica de peritos, médicos legistas e papiloscopistas foi testada
com a entrada de 33 corpos em suas unidades. O balanço atualizado revela 12
homicídios e um grande desafio científico constante: 13 mortes deram entrada
sem a causa definida.
A ausência de tipificação imediata nesses 13 casos
coloca a ciência e a medicina legal no centro da elucidação dos fatos. Parte
desses registros engloba pacientes que faleceram sob cuidados médicos em
unidades como o Hospital Walfredo Gurgel, e que agora aguardam laudo para
atestar se a origem foi clínica ou decorrente de trauma. As demais ocorrências
sem causa clara aconteceram em residências e vias públicas da capital, como no
recente registro no bairro de Capim Macio, exigindo das equipes de local de
crime uma análise minuciosa na coleta de vestígios para descartar ou confirmar
qualquer dinâmica criminosa.
Além do mistério das mortes a esclarecer, a mancha
criminal manchou o estado com 12 assassinatos. Foram 11 execuções por arma de
fogo, incluindo um novo registro na madrugada de segunda-feira em Mãe Luiza,
Natal, e um homicídio por instrumento contundente na zona rural de Marcelino
Vieira. A violência pulverizou-se por todas as regiões potiguares.
Outro alerta grave do plantão foi a letalidade no
trânsito, que vitimou sete pessoas em acidentes violentos. O caso mais trágico
aconteceu na rodovia RN-064, em Ielmo Marinho, onde duas pessoas perderam a
vida, vítimas que já foram devidamente identificadas pela papiloscopia nas
últimas horas. A madrugada de segunda ainda somou mais um acidente fatal em São
José do Campestre. O boletim estadual contabilizou, por fim, um registro de
suicídio na zona rural de Baraúna.
O desfecho de todas essas ocorrências segue a todo
vapor nos laboratórios e nas mesas de autópsia. É por meio da dedicação, do
suor e do rigor irretocável dos profissionais da perícia criminal que vítimas
desconhecidas ganham nome, as famílias encontram respostas e a justiça se ampara
na verdade inquestionável da ciência.

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