Com informações da CNN Brasil
Nelcilene Reis, ex-integrante do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), afirmou durante a Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga as ações do grupo que ela
trabalhava em um mercadinho do movimento das 08h às 17h, sem receber salário.
Observou também que não haveria outro tipo de
comércio no local e que o que arrecadavam era coletado por dirigentes.
Indagada por Caroline de Toni (PL-SC), Nelcilene
Reis falou que os valores praticados no mercado seriam até cinco vezes maiores
que mercearias próximas, pontuando que o trabalho seria análogo à escravidão.
Entretanto, explicou que não trabalhava no
mercadinho todos os dias, revezando com outros integrantes.
Ainda durante perguntas de Caroline de Toni, disse
que não se sentia livre “lá dentro”. Porém, ponderou que não se arrepende,
hoje, de ter entrado no movimento, pois conseguiu o que era seu objetivo, que
era um “local para plantar” — mesmo ainda não tendo o título de propriedade.
Ainda assim, disse que não recomendaria para outras
pessoas, atualmente, que entrem no grupo.
A CNN procurou o MST para comentar o caso e não
obteve retorno até o momento.

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