Uma servidora da Secretaria de Estado da Saúde
Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) está sendo investigada pela Polícia
Civil suspeita de cadastrar os filhos como servidores públicos do Estado e
desviar mais de R$ 1 milhão dos cofres públicos em folhas de
pagamento.
O esquema acontecia desde 2006, de acordo com a
Polícia Civil, época em que um dos filhos tinha 4 anos de idade - ele
foi cadastrado com dados falsos. O caso está sendo investigado pelo
Departamento de Combate à Corrupção e a Lavagem de Dinheiro (Deccor-LD). Os
nomes dos investigados não foram divulgados.
Em nota, a Sesap disse que está cooperando com as
investigações e que o trabalho foi iniciado a partir do trabalho de
auditoria feito pela atual gestão da Sesap, que "instaurou uma sindicância
administrativa e encaminhou as informações para os órgãos de controle
investigarem". O fato foi confirmado pela Polícia Civil.
A pasta reforçou que acompanhará as investigações e
apresentará as informações necessárias.
A servidora e os filhos responderão pelo crime
de peculato e ela também responderá por inserção de
dados falsos em sistemas de informação da Administração Pública. Os
pagamentos ilegais foram feitos de 2006 a 2022, ou seja, por 16 anos.
Esquema
A investigação identificou duas pessoas cadastradas
como servidores públicos desde o ano de 2006 que nunca trabalharam nas
unidades de saúde vinculada à Sesap.
Os policiais civis constataram, então, que eram
filhos de uma servidora efetiva da pasta e que ela teria cadastrado os filhos
como servidores públicos no sistema de folha de pagamento, tendo um deles 4
anos na época da inserção dos dados falsos.
Segundo a Polícia Civil, as inserções não se
limitavam ao salário e abrangiam também adicional de insalubridade, plantões
eventuais, gratificações e até abono de permanência. Também foi constatado pela
Polícia Civil empréstimos consignados com desconto em folha.

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