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O preço médio da gasolina caiu mais 1,3%
pela 12ª semana consecutiva e ficou inferior a R$ 5 nos postos do país. O valor
passou de R$ 5,05 para R$ 4,97, de acordo com levantamento da ANP (Agência
Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveia), realizado na semana de 11 a 16 de
setembro e divulgado nesta sexta-feira (12). O valor é o menor desde 14 de
fevereiro de 2021.
Entre os combustíveis, o etanol teve a maior queda,
passando de R$ 3,53 para R$ 3,43 (2,8%). Já o diesel registrou redução de 058%,
passando de R$ 6,88 para R$ 6,84.
O recuo da gasolina é motivado pela isenção da
alíquota do ICMS sobre a gasolina e pelas reduções do valor nas refinarias
autorizadas pela Petrobras. O quarto corte no preço em um mês e meio foi no
último 2 de setembro, com recuo de 7,08, após os reajustes realizados nos dias
20 (-4,9%) e 29 de julho (-3,88%) e 16 de agosto (-4,85%).
Desde a semana de 19 a 25 de junho, quando o litro
do combustível atingiu o valor recorde de R$ 7,39, o preço já caiu 32,7%,
ficando R$ 2,42 mais baixo.
O preço do litro da gasolina mais baixo do país foi
encontrada em Anápolis (GO), a R$ 4,17. O mais alto foi registrado em São
Paulo, a R$ 6,99.
O resultado da queda dos combustíveis já se reflete
na economia: provocou a maior deflação desde 1980 e deve causar um novo recuo
de preços neste mês de setembro. Em julho, a redução de 0,68% do IPCA (Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi guiada, justamente, pelos valores
dos combustíveis (-14,15%).
Em agosto, a redução do preço dos combustíveis
(-10,82%) resultou em uma deflação de 0,36%, a menor variação para o mês desde
1998 (-0,51%).
Com a segunda deflação consecutiva, o IPCA acumula
alta de 8,73% nos últimos 12 meses, patamar abaixo dos dois dígitos pela
primeira vez desde setembro do ano passado. No ano, o índice tem alta de 4,39%.

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