FOLHAPRESS
O ex-ministro
Sergio Moro acena pela primeira vez aos recém-criados movimentos que
se autodenominam pró-democracia e
equipara o PT (Partido dos Trabalhadores) ao presidente
Jair Bolsonaro.
Para Moro, o partido do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva não reconhece erros cometidos durante seu
período no governo federal em relação aos desvios na Petrobras.
Isso equivale,
nas palavras do ex-juiz da Lava Jato, ao discurso negacionista de Bolsonaro
sobre a pandemia do coronavírus. “É um erro isso”, diz.
Em entrevista à Folha, Moro diz que está
“em aberto” a possibilidade de ele aderir a esses movimentos em defesa da
democracia e contra o governo.
Afirma não ver constrangimento em integrar manifestos
que possam ter membros críticos a seu trabalho como juiz
da Lava Jato, apesar das resistências de alguns setores a seu nome. “Na
democracia temos muito mais pontos em comum do que divergências. As questões
pessoais devem ser deixadas de lado”, disse. “Não fui algoz de ninguém”.
No dia 23 de abril, a Folha revelou que
Moro havia pedido demissão do Ministério da Justiça após ser avisado por
Bolsonaro da troca
no comando da Polícia Federal.
Ele deixou o governo acusando o presidente de
interferência na PF. Na entrevista, disse esperar que o procurador-geral da
República, Augusto
Aras, atue com independência na investigação que tramita no STF (Supremo
Tribunal Federal) sobre o caso.
O ex-ministro da Justiça fala em “arroubos autoritários”
por parte de Bolsonaro, mas diz não
ver nas Forças Armadas espaço para um golpe.
Para ler a entrevista completa é só clicar aqui: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/06/moro-equipara-pt-e-bolsonaro-e-acena-pela-primeira-vez-a-movimentos-contrarios-ao-presidente.shtml

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