sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Tuítes antigos de Ana Elisa viralizam e deputada eleita desativa perfil após ameaças

 



A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), 21 anos, se tornou alvo de polêmica dias depois de ser anunciada como integrante da equipe de campanha digital de Lula (PT) para o segundo turno. Publicações antigas atribuídas a ela no X foram resgatadas por apoiadores de direita e viralizaram nesta semana.

Influenciadora com 3,2 milhões de seguidores no Instagram, Ana Elisa foi a segunda deputada federal mais votada de Minas Gerais, com 524.216 votos — atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL), tornando-se a deputada federal mais jovem já eleita no país. Após se reunir com Lula na quarta-feira (7/10), passou a integrar o grupo de jovens convocados pelo PT para reforçar a campanha nas redes.

Os prints resgatados, com datas entre 2022 e 2026, trazem frases como "odeio branco", "tô nem aí para empreendedor", defesa de que o STF bloqueasse Instagram, Facebook e WhatsApp, pedido para retirar a isenção fiscal de igrejas evangélicas e críticas a padres. Um post de 2 de outubro de 2022 dizia: "Lula eu acho mesmo que vc deve fechar as igrejas esses crente só faz merdaaaa MEU DEUS DO CÉU". Outro, de janeiro de 2023, quando ela tinha 17 anos, ironizava a preocupação da mãe com um possível aborto de terceiros.

Ana Elisa nega a autoria de parte do conteúdo, classifica como fake news e diz que vai acionar o TSE para pedir a suspensão da diplomação de quem compartilhou o material, citando Nikolas Ferreira. Apesar da negativa, ao menos um dos posts foi localizado por reportagens em arquivos públicos da internet.

Na noite de quinta-feira (8/10), ela desativou sua conta no X, alegando ter recebido ameaças de morte e violência sexual a cada dois minutos, denunciou o caso à polícia e responsabilizou os irmãos do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) — Gleidson Azevedo e Eduardo Azevedo (PL) — pela disseminação do conteúdo.

O episódio também expôs uma publicação atribuída ao perfil de Nikolas Ferreira, de 2014, com conteúdo ofensivo sobre a Virgem Maria, que o deputado nega ter escrito. O caso dividiu a cobertura da imprensa: parte trata o episódio como ataque coordenado da direita contra uma jovem recém-eleita, enquanto outra destaca que parte do conteúdo parece autêntico e levanta dúvidas sobre o papel de Ana Elisa como novo rosto digital da campanha de Lula.

 

 

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