O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à
Presidência, acionou a Justiça Eleitoral neste domingo (11) contra o
diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por suspeita de uso da
estrutura da corporação para beneficiar eleitoralmente o PT.
A representação questiona o anúncio, feito por
Rodrigues em 4 de outubro, dia do primeiro turno, de uma apuração preliminar
sobre possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.
Segundo a defesa de Flávio, a investigação foi arquivada em 7 de outubro, o que
reforçaria a suspeita de que a divulgação teve finalidade política e poderia
prejudicar o candidato do PL.
Os advogados citam artigos do Código Eleitoral que
proíbem o uso de serviços e instalações públicas para favorecer partidos
políticos. Eles pedem que o Ministério Público Eleitoral conduza ou supervisione
a apuração, além do acesso a documentos da Advocacia-Geral da União (AGU), da
PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR), e o depoimento do diretor-geral.
O caso teve origem em uma reportagem do jornal
britânico The Guardian, publicada em 30 de setembro, sobre a
discussão nos Estados Unidos de um possível repasse de US$ 1 milhão a um
programa relacionado ao Brasil. No dia seguinte, a AGU encaminhou
notícias-crime à PF e à PGR. A defesa de Flávio afirma que os documentos não indicavam
um crime específico e não destacavam que o financiamento ainda estava em
discussão.

Nenhum comentário:
Postar um comentário