O governo Lula caminha para entregar ao próximo
presidente, em 2027, um cenário fiscal marcado pelo aumento da dívida pública e
por déficits sucessivos. A avaliação é da coluna de Ives Gandre publicada na
Revista Oeste, que alerta para os riscos de manter o crescimento dos gastos
públicos sem medidas suficientes para equilibrar as contas. Segundo o texto, a
dívida bruta do governo chegou a 82,9% do PIB em agosto de 2026, o equivalente
a R$ 11,1 trilhões.
O artigo compara a situação atual ao superávit de R$
54 bilhões registrado no governo Jair Bolsonaro e afirma que o resultado foi
revertido já no primeiro ano da gestão Lula. O autor também critica a opção do
Executivo por ampliar a arrecadação em vez de priorizar cortes de despesas. Na
avaliação apresentada, o desequilíbrio fiscal pressiona os juros, reduz a
confiança dos investidores e pode dificultar o crescimento econômico, com
impactos sobre empresas e consumidores.
Com experiência na Assembleia Nacional Constituinte,
Ives Gandra defende que o equilíbrio das contas públicas deve ser tratado como
uma obrigação constitucional e uma responsabilidade com as próximas gerações.
Ele cobra do Congresso Nacional e da sociedade civil medidas para conter o
avanço do endividamento e encerra o artigo com uma crítica à política econômica
do governo: compara a gestão a O Exterminador do Futuro, afirmando que Lula
estaria “exterminando o futuro econômico do Brasil”.

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