quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Operação Emirados: Empresário terá que vender bens para devolver R$ 11,2 milhões ao RN

 


O empresário Marcello Brunno Moreno, investigado na Operação Emirados, firmou um acordo com o Ministério Público do RN (MPRN) que prevê a devolução de R$ 11,2 milhões aos cofres públicos do Estado. Parte do valor será obtida com a venda de empresas, equipamentos e imóveis do próprio grupo empresarial.

Moreno é dono da Rede de Postos Expresso e da Expresso Distribuidora e foi preso durante a deflagração da operação, em 23 de junho. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade ideológica na Grande Natal.

Segundo o MPRN, o esquema investigado teria provocado prejuízos de aproximadamente R$ 72 milhões aos cofres públicos. A apuração aponta que empresas de fachada e pessoas que atuariam como “laranjas” teriam sido usadas para ocultar patrimônio e deixar de recolher tributos estaduais.

O acordo prevê que Moreno terá até 150 dias para ressarcir os R$ 11,2 milhões. O montante inclui dinheiro apreendido durante a operação e valores que estavam bloqueados por determinação judicial.

O restante deverá ser obtido com a venda de bens do grupo, incluindo empresas, equipamentos e imóveis de alto padrão. Segundo o acordo, os bens serão avaliados por profissionais especializados e vendidos pelo próprio investigado. O dinheiro obtido será usado no ressarcimento.

Durante a Operação Emirados, foram apreendidos na residência de Moreno mais de R$ 90 mil em espécie, além de dólares, euros, joias, documentos, celulares e computadores. A Justiça também determinou o sequestro de 18 imóveis e de uma lancha, além do bloqueio de bens e valores que somam quase R$ 73 milhões.

 

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