O empresário Marcello Brunno Moreno, investigado na Operação Emirados,
firmou um acordo com o Ministério Público do RN (MPRN) que prevê a devolução de
R$ 11,2 milhões aos cofres públicos do Estado. Parte do valor será obtida com a
venda de empresas, equipamentos e imóveis do próprio grupo empresarial.
Moreno é dono da Rede de Postos Expresso e da Expresso Distribuidora e
foi preso durante a deflagração da operação, em 23 de junho. A investigação
apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, associação
criminosa e falsidade ideológica na Grande Natal.
Segundo o MPRN, o esquema investigado teria provocado prejuízos de
aproximadamente R$ 72 milhões aos cofres públicos. A apuração aponta que
empresas de fachada e pessoas que atuariam como “laranjas” teriam sido usadas
para ocultar patrimônio e deixar de recolher tributos estaduais.
O acordo prevê que Moreno terá até 150 dias para ressarcir os R$ 11,2
milhões. O montante inclui dinheiro apreendido durante a operação e valores que
estavam bloqueados por determinação judicial.
O restante deverá ser obtido com a venda de bens do grupo, incluindo
empresas, equipamentos e imóveis de alto padrão. Segundo o acordo, os bens
serão avaliados por profissionais especializados e vendidos pelo próprio
investigado. O dinheiro obtido será usado no ressarcimento.
Durante a Operação Emirados, foram apreendidos na residência de Moreno
mais de R$ 90 mil em espécie, além de dólares, euros, joias, documentos,
celulares e computadores. A Justiça também determinou o sequestro de 18 imóveis
e de uma lancha, além do bloqueio de bens e valores que somam quase R$ 73
milhões.

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