A campanha do presidente Lula reconhece dificuldades
para impedir uma aproximação de partidos do Centrão com Flávio Bolsonaro (PL)
em um eventual segundo turno. De acordo com reportagem de O Globo,
a estratégia passou a ser buscar apoios individuais de lideranças e grupos
políticos nos estados.
Aliados de Lula avaliam que o crescimento de Flávio
nas pesquisas e atritos recentes do presidente com integrantes do bloco
aumentaram a possibilidade de migração para o candidato do PL. Edinho Silva,
presidente do PT e coordenador-geral da campanha, e o ministro José Guimarães
estão entre os responsáveis por manter as conversas com essas legendas.
Um dos focos é a federação União Brasil-PP, que
ficou neutra no primeiro turno e marcou reunião para 6 de outubro, dois dias
depois da votação, para decidir sua posição em uma eventual segunda etapa. No
Republicanos, a campanha de Lula aposta na relação com o presidente da Câmara,
Hugo Motta, que já declarou apoio à reeleição do petista.
A estratégia também mira o PSD, que pode ter
posições diferentes em cada estado. A campanha espera apoios no Rio de Janeiro,
Amazonas e Bahia, onde setores da legenda já estão em palanques ligados a Lula.
Segundo a reportagem, integrantes do Centrão afirmam
que uma definição dependerá do resultado do primeiro turno. A campanha de Lula
considera que a neutralidade dessas siglas na primeira etapa foi uma conquista
política e agora tenta evitar que um eventual apoio a Flávio ocorra de forma
unificada.

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