Três homens, com idades entre 21 e 23 anos, foram
presos nesta quarta-feira (19) suspeitos de participação em um ataque armado
contra uma residência em Extremoz, na Grande Natal. Segundo a Polícia Civil, os
criminosos teriam usado uma estratégia para enganar os moradores: chegaram ao
imóvel se passando por policiais.
A ação aconteceu na madrugada de 17 de julho, no
Conjunto Sollares. Os suspeitos teriam gritado “polícia” para conseguir entrar
na residência e surpreender os moradores.
Dentro do imóvel estavam mulheres e crianças, que
foram ameaçadas e ficaram expostas a disparos de arma de fogo. Durante o
ataque, dois cães da família foram mortos.
A própria ação criminosa teria sido registrada em
vídeo pelos envolvidos. As imagens, posteriormente compartilhadas em redes
sociais e aplicativos de mensagens, mostram os suspeitos procurando pessoas que
seriam integrantes de uma organização criminosa rival e fazendo referências ao
grupo ao qual afirmavam pertencer.
Três são presos e armas são apreendidas
A Polícia Civil deflagrou a Operação Cavalo de Troia
para cumprir três mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. As
medidas foram cumpridas em endereços de Natal.
Durante as buscas, os policiais encontraram duas
pistolas, munições de diferentes calibres, drogas, dinheiro e um veículo. O
material será analisado e poderá ajudar no avanço da investigação.
Os três presos são apontados, segundo a
investigação, como integrantes da estrutura de apoio e logística utilizada no
ataque.
O nome da operação faz referência justamente à
estratégia usada pelos criminosos para entrar na casa: uma falsa identidade de
policiais teria sido utilizada para ultrapassar a proteção dos moradores e
facilitar a invasão.
Investigação continua
A Polícia Civil informou que as investigações ainda
não foram encerradas. O objetivo agora é identificar outros envolvidos e
esclarecer todas as etapas do crime, incluindo planejamento, execução,
transporte, apoio e fuga.
A operação contou com apoio da Polícia Rodoviária
Federal (PRF) e faz parte de uma ação nacional da Rede Nacional de Unidades
Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (RENORCRIM),
coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Denúncias que possam ajudar a identificar outros
envolvidos podem ser feitas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.

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