Investigações da Polícia Federal apontam que Fábio
Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, mantinha
uma relação próxima com Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”,
apontado como operador de fraudes previdenciárias. A dupla, além de prospectar
negócios no Ministério da Saúde, compartilhava festas regadas a uísque,
incluindo um evento badalado em um barco no Lago Paranoá, em Brasília.
Os encontros ocorriam na mansão alugada pela
empresária Roberta Luchsinger, que servia como ponto de encontro para reuniões
com autoridades, empresários e lobistas. Testemunhas relatam que Lulinha e o “Careca
do INSS” chegavam frequentemente juntos ao local em carros importados.
De acordo com a PF, Roberta foi contratada por sua
proximidade com o filho do presidente e figuras petistas para viabilizar um
contrato bilionário de canabidiol, configurando, na visão dos investigadores,
uma sociedade oculta voltada à venda de influência no governo.
A investigação apontou também que a mansão recebeu
visitas de ministros como Alexandre Padilha, Frederico de Siqueira e Wellington
Dias, além de assessores presidenciais. Questionados, os ministros não
comentaram agendas pessoais.
A defesa de Lulinha nega participação em reuniões ou
uso do endereço para fins de lobby, afirmando que ele frequentava a residência
de forma esporádica e pontual. Atualmente, Lulinha mora com a família em Madri,
na Espanha.
Com informações da VEJA

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