A compra de 300 respiradores pelo Consórcio
Nordeste, que reúne nove governadores da região, foi um dos maiores escândalos
durante a epidemia de Covid-19. O Consórcio pagou antecipadamente 48 milhões de
reais pelos aparelhos, em 2020, mas eles nunca foram entregues.
Passados seis anos do escândalo, a
Controladoria-Geral da União (CGU) está tentando recuperar o dinheiro e já
avisou os empresários envolvidos no negócio sobre a investigação. Uma das
intimações foi enviada ao empresário Fernando Galante, que recebeu 8,6 milhões
de reais de comissão por ter intermediado o negócio.
Na documentação, a CGU informa que há um “termo de
indiciação” do empresário e dá prazo para explicações. Ele recebeu a bolada por
suposta “consultoria” para a empresa Hempcare, responsável pela venda dos
aparelhos.
A Hempcare, da empresária Cristiana Prestes Taddeo,
foi comunicada pela CGU no ano passado sobre a instauração do processo
administrativo de responsabilização por “irregularidades praticadas” na
negociação.
Outra empresa notificada foi a Biogeonergy, do
empresário Paulo de Tarso, que embolsou 24 milhões de reais na transação fraudulenta.
Há mais empresas citadas na investigação da CGU.
Entre elas estão a Copaca Consultoria, que teria sido usada para lavar parte do
dinheiro dos respiradores, e a Nunavut Participações, vinculada ao ao
empresário Cléber Isaac, que também embolsou parte do dinheiro dos
respiradores.
A CGU informou que os processos administrativos
instaurados contra as empresas estão em andamento e que tramitam em
sigilo.

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