segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Seis anos após a fraude dos respiradores, CGU tenta recuperar R$ 48 milhões desviados do Consórcio Nordeste

 


A compra de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste, que reúne nove governadores da região, foi um dos maiores escândalos durante a epidemia de Covid-19. O Consórcio pagou antecipadamente 48 milhões de reais pelos aparelhos, em 2020, mas eles nunca foram entregues. 

Passados seis anos do escândalo, a Controladoria-Geral da União (CGU) está tentando recuperar o dinheiro e já avisou os empresários envolvidos no negócio sobre a investigação. Uma das intimações foi enviada ao empresário Fernando Galante, que recebeu 8,6 milhões de reais de comissão por ter intermediado o negócio. 

Na documentação, a CGU informa que há um “termo de indiciação” do empresário e dá prazo para explicações. Ele recebeu a bolada por suposta “consultoria” para a empresa Hempcare, responsável pela venda dos aparelhos.

A Hempcare, da empresária Cristiana Prestes Taddeo, foi comunicada pela CGU no ano passado sobre a instauração do processo administrativo de responsabilização por “irregularidades praticadas” na negociação.

Outra empresa notificada foi a Biogeonergy, do empresário Paulo de Tarso, que embolsou 24 milhões de reais na transação fraudulenta. 

Há mais empresas citadas na investigação da CGU. Entre elas estão a Copaca Consultoria, que teria sido usada para lavar parte do dinheiro dos respiradores, e a Nunavut Participações, vinculada ao ao empresário Cléber Isaac, que também embolsou parte do dinheiro dos respiradores. 

A CGU informou que os processos administrativos instaurados contra as empresas estão em andamento e que tramitam em sigilo. 

 

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