Enquanto o centro da cidade deveria ser cartão de
visitas, a Rua João Ataíde de Melo — principal via de Tangará (RN) — expõe
nesta segunda-feira (10) o retrato do descaso da gestão municipal com a
infraestrutura urbana. Imagens registradas pelo ativista popular Zezinho Dantas
mostram trechos tomados por mato alto, entulho acumulado e lixo espalhado pela
rua, num cenário que mais lembra terreno baldio do que a via de maior
circulação da cidade.
O retrato divulgado nesta segunda-feira (10) pelo
amigo do povo Zezinho Dantas não deixa dúvida: a Rua João Ataíde foi simplesmente abandonada pelo poder público.
Mato alto, entulho e lixo acumulado tomam conta do local — um cenário
vergonhoso para quem deveria ser o centro nervoso da cidade, mas que hoje se
assemelha a um terreno sem dono.
Não é a primeira vez que moradores denunciam a
ausência de manutenção básica em pontos centrais do município. A cada nova
gravação, cresce a indignação de quem vive e trabalha na região: comerciantes,
pedestres e motoristas convivem diariamente com o problema, enquanto o poder
público permanece em silêncio.
A pergunta que fica é simples: quanto tempo mais a
principal rua da cidade vai continuar sendo tratada como área esquecida?
Não se trata de fatalidade nem de "falta de recursos".
Limpeza urbana é obrigação básica de qualquer gestão municipal, e sua ausência
prolongada em uma via de tamanha importância só pode ser lida como negligência.
Enquanto comerciantes, moradores e trabalhadores convivem diariamente com sujeira,
mau cheiro e risco de proliferação de insetos e animais peçonhentos, a
Prefeitura mantém o silêncio de sempre — como se o problema fosse invisível a
quem administra o município a portas fechadas.
Casos como esse escancaram o abismo entre o discurso
e a prática da administração pública local: promete-se desenvolvimento e
cuidado com a cidade, mas nem o mínimo — capinar uma rua, recolher entulho,
varrer o lixo — é cumprido. Resta à população recorrer às redes sociais para
expor o que deveria ser rotina de zeladoria urbana, enquanto os responsáveis
seguem sem dar satisfação.

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