A produção industrial do Rio Grande do Norte
recuou 13,1% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o
mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11)
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a maior queda entre
os locais pesquisados.
O resultado foi pressionado principalmente pela
fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que
acumulou queda de 25,8% entre janeiro e junho. Também houve
retração nas indústrias extrativas (-5,5%) e na fabricação de produtos
alimentícios (-1,4%).
A única atividade industrial do estado a registrar
crescimento no acumulado do primeiro semestre foi a fabricação de artigos do
vestuário e acessórios, com alta de 48,5%.
Queda perde força em junho
Apesar do resultado negativo no acumulado do ano, a
retração da indústria potiguar perdeu intensidade em junho. Na comparação com o
mesmo mês de 2025, a produção caiu 0,9%, menor queda registrada no
estado em nove meses.
O desempenho de junho foi influenciado pela redução
da queda na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e
biocombustíveis, que recuou 14,9%. As indústrias extrativas tiveram retração de
5,4%, repetindo o resultado registrado em maio.
Por outro lado, houve crescimento expressivo na
fabricação de artigos do vestuário e acessórios, de 67,4%, e na fabricação de
produtos alimentícios, de 9,7%.
O IBGE ressalta que junho de 2026 teve 21 dias
úteis, um a mais que junho de 2025, quando foram registrados 20 dias úteis.
Recuo no acumulado de 12 meses
No acumulado de 12 meses até junho, a produção
industrial do Rio Grande do Norte apresentou queda de 9,4%.
Nesse período, duas atividades tiveram crescimento:
as indústrias extrativas, com alta de 3,7%, e a fabricação de artigos do
vestuário e acessórios, que avançou 59,8%.
Já a fabricação de coque, produtos derivados do
petróleo e biocombustíveis recuou 21,9%. A fabricação de produtos alimentícios
teve queda de 0,2%.
No Brasil, a produção industrial cresceu 1,7% em
junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Dos 18 locais pesquisados
pelo IBGE, oito registraram crescimento.
A próxima divulgação da pesquisa, com os dados de
julho, está prevista para 10 de setembro.

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