Projeto apresentado no Senado quer enquadrar como
ato de improbidade administrativa o uso intencional de cargo, mandato ou função
pública para praticar, facilitar ou impor violência, assédio, constrangimento
ou discriminação grave.
A proposta, de autoria do senador Lucas Barreto
(PSD-AP), prevê que a vantagem indevida buscada pelo agente público não precisa
envolver dinheiro. O benefício poderá ser pessoal, político, funcional ou
sexual.
Pelo texto, não basta que o autor da conduta seja
servidor, parlamentar ou outro agente público. Para configurar improbidade,
será necessário comprovar que ele utilizou deliberadamente os poderes ou
recursos do cargo como instrumento para a prática.
Na justificativa, Lucas Barreto cita como exemplo o
assédio sexual, em que a vantagem pretendida pode ser de natureza pessoal e não
patrimonial. O senador afirma ainda que a redação busca evitar que conflitos
interpessoais ou irregularidades de menor gravidade sejam tratados como
improbidade.

Nenhum comentário:
Postar um comentário