A disputa pelo governo do Rio Grande do Norte
escancara o isolamento da esquerda e o fortalecimento do campo conservador.
Enquanto o PT não conseguiu atrair para a sua aliança partidos de outros
espectros ideológicos, a direita e as legendas de centro se organizaram em
frentes competitivas, que prometem dificultar o projeto petista de manter o
poder no estado após o fim do mandato da governadora Fátima Bezerra.
Nacionalmente e no RN, a Federação PT/PCdoB/PV
conseguiu atrair apenas o PSB e o PDT. O MDB se aliou predominantemente ao PT
na maioria dos estados, mas aqui, com o rompimento do vice-governador Walter
Alves com a governadora Fátima Bezerra, a legenda ficou fora do palanque de
Cadu Xavier.
Já o PL de Álvaro Dias conseguiu construir uma
frente de direita mais robusta, atraindo para a sua coligação partidos como o
PSDB do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza e o
Podemos do senador Styvenson Valentim, além do Novo, Cidadania e Mobiliza.
Paralelamente, Allyson Bezerra (União Brasil) também
formou uma coligação com partidos de centro-direita, como o MDB, PP, PSD,
Republicanos, Avante e a Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade).

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