Os Estados Unidos responderam ao pedido apresentado
pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) e aceitaram realizar
consultas sobre as tarifas impostas às exportações brasileiras. Em documento
enviado nesta segunda-feira, 10, o governo americano afirmou estar disponível
para marcar uma reunião com representantes da missão brasileira.
“Os Estados Unidos aceitam o pedido do Brasil de
realização de consultas. Estamos à disposição para nos reunirmos com os
representantes de sua missão em uma data mutuamente conveniente para a
realização das consultas”, diz o documento enviado pelos EUA à OMC.
O Brasil havia solicitado a abertura das consultas
em 27 de julho. A medida permite que os dois países se reúnam diretamente para
tratar das tarifas adotadas pelos Estados Unidos.
A contestação brasileira envolve duas tarifas. Uma
delas, de 25%, foi direcionada especificamente ao Brasil sob a justificativa de
que o país adotaria práticas econômicas consideradas desleais em relação a
empresas americanas. A outra, de 12,5%, está relacionada à alegação de falhas
na fiscalização da importação de produtos fabricados com trabalho forçado e
também alcança dezenas de outros países.
Ao recorrer à OMC, o governo brasileiro argumentou
que as medidas americanas são discriminatórias e unilaterais e desrespeitam
compromissos assumidos pelos Estados Unidos perante a organização. Embora essa
não tenha sido a justificativa apresentada pelo Brasil no processo formal, o
governo federal tem afirmado que as tarifas possuem motivação política e
desconsideram os argumentos técnicos apresentados pelas autoridades brasileiras
durante as negociações com os responsáveis pelo comércio americano.
A iniciativa brasileira também é vista como uma
medida de caráter simbólico. A avaliação é de que uma eventual decisão da OMC
teria capacidade limitada para produzir uma reversão efetiva das tarifas
americanas.
Com informações de Veja

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