A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) montou
uma frente específica para melhorar a relação do senador com o
eleitorado evangélico. A estratégia busca reduzir a rejeição ao
candidato e ampliar as intenções de voto entre os fiéis, segmento no qual ele
mantém vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio se identifica como evangélico e já batizou ao
menos quatro vezes. A última delas, em janeiro deste ano, nas águas do rio
Jordão, em Israel — repetindo o ato do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas
mais do que “ser um fiel”, a campanha do senador busca fazê-lo ser enxergado
como evangélico pelo eleitorado.
De acordo com relatos, a coordenação evangélica
começou a atuar de forma efetiva na última semana. Desde então, integrantes do
grupo passaram a procurar lideranças religiosas, participar de grupos de
WhatsApp ligados a igrejas e orientar Flávio sobre a forma de se
comunicar com esse público.
Um dos responsáveis pela articulação é o líder do PL
na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que também é pastor da Assembleia
de Deus Vitória em Cristo. A campanha também tem procurado parlamentares
ligados ao segmento para ampliar o diálogo com as igrejas.
Segundo apurou o Metrópoles, o líder
da bancada evangélica no Congresso, deputado Gilberto Nascimento
(Podemos-SP), foi procurado por integrantes da coordenação e deve se reunir com
aliados de Flávio ainda nesta semana.
A equipe também prepara uma agenda de encontros do
candidato com lideranças religiosas. Estão em avaliação reuniões com pastores
do Rio de Janeiro e do Distrito Federal, além de conversas com representantes
de diferentes denominações.
Entre as igrejas que estão no radar da campanha
estão o Ministério de Madureira e a Igreja Universal do Reino de Deus. O
objetivo é abrir canais de diálogo com essas denominações e ampliar a
aproximação durante a disputa presidencial.
Metrópoles

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