A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) chegou a R$
10,9 trilhões em julho, equivalente a 82,5% do PIB, informou o Banco Central
nesta segunda-feira (31). É o maior patamar desde abril de 2021, quando a
dívida estava em 82,6% do PIB. O Governo Geral compreende o governo federal, o
INSS, os governos estaduais e municipais.
No acumulado de 2026, a dívida aumentou 3,9 pontos
percentuais em relação ao PIB. Quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a
Presidência, em janeiro de 2023, a dívida correspondia a 71,38% do PIB.
Em junho, a relação era de 81,9%. A alta de 0,6
ponto percentual no mês foi puxada principalmente pelos juros nominais, que acrescentaram
0,8 ponto, e pelas emissões líquidas de dívida, com impacto de 0,2 ponto. O
crescimento do PIB nominal reduziu o indicador em 0,5 ponto.
Apesar da alta do endividamento, o setor público
consolidado registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho, revertendo
o déficit de R$ 66,6 bilhões registrado no mesmo mês de 2025. O governo central
teve superávit de R$ 11 bilhões, enquanto governos regionais e estatais
registraram déficits de R$ 8,5 bilhões e R$ 1,1 bilhão.
Em 12 meses até julho, porém, o setor público
acumulou déficit primário de R$ 89,3 bilhões, equivalente a 0,67% do PIB. No
mesmo período, os juros nominais somaram R$ 1,15 trilhão, ou 8,67% do PIB,
levando o déficit nominal a R$ 1,24 trilhão (9,34% do PIB).
Com informações de CNN

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