domingo, 26 de julho de 2026

"Efeito Gabrielli": como uma fala sobre controle de capitais expôs fragilidades da campanha de Lula

 


Uma declaração de Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e atual coordenador do programa de governo da campanha de reeleição de Lula, gerou ruído entre representantes do mercado financeiro na Faria Lima e obrigou o Ministério da Fazenda a entrar em ação para conter os danos. Em conversas de bastidores, Gabrielli teria mencionado a possibilidade de medidas de controle de capitais — tema sensível para investidores e para a imagem de responsabilidade fiscal que o governo tenta projetar.

Segundo a colunista Adriana Fernandes, da Folha, o ministro Dario Durigan, substituto de Fernando Haddad no comando da Fazenda, atuou como "bombeiro" para apagar o incêndio, afirmando publicamente que o governo não pretende adotar controle de capitais e prometendo "melhorar o fiscal, custe o que custar". A fala fez parte de um esforço para reforçar o compromisso com a contenção de despesas obrigatórias.

O episódio, batizado de "efeito Gabrielli", expõe a dificuldade do Palácio do Planalto em alinhar o discurso econômico entre técnicos do governo e coordenadores políticos da campanha, especialmente em um momento de alta sensibilidade fiscal, marcado pela crise do tarifaço americano e pela proximidade da eleição de outubro.

 

 

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