Empresas que aderiram ao programa de subsídio ao
diesel do governo federal seguem sem receber os ressarcimentos prometidos. Na
última sexta-feira, dia 29 de maio, venceu também o prazo para o pagamento
referente às vendas de abril.
É o segundo atraso consecutivo. Os valores de março
deveriam ter sido pagos até o fim de abril, mas ainda não foram liberados.
Representantes do setor afirmam que a demora reduz a
credibilidade do programa, afasta novas adesões e dificulta a importação de
diesel. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) não explicou os motivos dos
atrasos.
Criado para conter os impactos da guerra no Irã
sobre os preços dos combustíveis, o programa inicialmente previa subsídio de R$
0,32 por litro de diesel. Posteriormente, o benefício foi ampliado e, na semana
passada, o governo definiu um valor único de R$ 1,47 por litro.
Apesar da ampliação, grandes distribuidoras como
Ipiranga e Raízen continuam fora do programa, assim como outras empresas do
setor. A falta de pagamentos tem aumentado a resistência à adesão.
“Está difícil aderir ao programa”, afirmou o
presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom),
Sérgio Araújo.
Mesmo com as incertezas, o preço do diesel voltou a
cair nos postos. Segundo a ANP, o diesel S-10 foi vendido, em média, a R$ 7,13
por litro na última semana, queda de R$ 0,03 em relação à semana anterior e de
R$ 0,45 em comparação ao pico registrado entre março e abril.

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