O presidente Lula (PT) não participará das
manifestações do Dia do Trabalhador nesta quinta-feira (1º), repetindo a
ausência de 2025. A decisão ocorre após uma
semana de desgaste político para o governo, incluindo derrota
no Congresso envolvendo a indicação de Jorge Messias. Em vez de
comparecer aos atos, o presidente optou por um pronunciamento
em cadeia nacional exibido na véspera.
De acordo com informações do Palácio do Planalto, a
ausência não tem relação com problemas de saúde. Na semana passada, Lula
passou por um procedimento no Hospital Sírio-Libanês para retirada
de uma lesão no couro cabeludo, considerada de baixo risco.
Segundo fontes do governo, a estratégia de evitar participação
em atos públicos já havia sido adotada em 2025, quando o presidente também não
compareceu às manifestações do 1º de Maio após desgastes políticos relacionados
a investigações sobre fraudes no INSS.
A representação do Executivo nos eventos foi feita
por ministros. O titular do Trabalho, Luiz Marinho, participou de ato em São
Bernardo do Campo. Já o ministro da Educação, Leonardo Barchini, também esteve
presente em agendas ligadas à data.
Em pronunciamento, Lula
defendeu a redução da jornada de trabalho e criticou a escala 6×1,
associando a proposta ao bem-estar dos trabalhadores, especialmente das
mulheres. O governo também confirmou o lançamento de uma nova fase do programa
de renegociação de dívidas, com previsão para os próximos dias.

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