quinta-feira, 30 de abril de 2026

Lula planeja retaliação contra Alcolumbre após humilhação no Senado

 


O Palácio do Planalto não digeriu a derrota. Segundo apuração do Poder360 e do Valor Econômico, o governo Lula já iniciou um pente-fino minucioso em cargos ocupados por indicações do União Brasil, MDB e PSD — os três partidos que, na avaliação do Planalto, foram responsáveis pelas "traições" que levaram à rejeição de Jorge Messias ao STF.

O alvo principal é Davi Alcolumbre. O presidente do Senado, que desde o início resistiu à indicação de Messias, é visto pelo governo como o grande arquiteto da derrota. Nos bastidores, aliados de Lula já falam abertamente em rompimento consumado entre o presidente e o senador do Amapá.

A retaliação, porém, não será imediata. O governo optou por um caminho calculado: primeiro mapear quem traiu, depois agir. O foco está em posições estratégicas em agências reguladoras, estatais e cargos de segundo e terceiro escalão indicados por parlamentares que votaram contra Messias.

O problema é o timing. Em pleno ano eleitoral, retaliar Alcolumbre — que controla a pauta do Senado — pode custar ainda mais caro a Lula, que precisa da Casa para aprovar qualquer nova indicação ao STF e outras matérias prioritárias. O governo caminha numa corda bamba entre a necessidade de dar uma resposta política e o risco de aprofundar a crise.

 

 

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