quinta-feira, 9 de abril de 2026

IBGE: Indústria do RN tem queda em todos os setores em fevereiro; produção recuou 24,5%

 


A produção industrial do Rio Grande do Norte registrou queda de 24,5% em fevereiro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Este é o primeiro resultado, desde o início da série em 2023, em que todos os setores analisados no estado apresentam desempenho negativo ao mesmo tempo.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, todas as atividades industriais pesquisadas no RN recuaram.

A maior retração foi observada na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com queda de 31,5%. Em seguida aparecem as indústrias extrativistas (-19,9%), a fabricação de produtos alimentícios (-16,8%) e o setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,9%).

Vale ressaltar que fevereiro deste ano teve dois dias úteis a menos que o mesmo mês de 2025, o que pode ter influenciado o desempenho.

Para o analista da Pesquisa, Bernardo Almeida, as quedas observadas pelo IBGE na produção da indústria potiguar em fevereiro evidenciam “a perda de ritmo industrial que vem sendo observada desde o final do ano passado".

"Fatores macroeconômicos permanecem exercendo esses efeitos e nos ajudam a explicar essa leitura, como uma política monetária restritiva, com taxa de juros em patamares elevados, encarecendo o crédito e reduzindo investimentos, afetando diretamente o ritmo da produção industrial”, complementa Almeida.

Variação acumulada no ano e em 12 meses

A variação acumulada em fevereiro de 2026 acompanhou a tendência de janeiro, com percentuais negativos em todos os segmentos industriais exceto na confecção de artigos do vestuário e acessórios, que cresceu 16,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na mesma comparação, houve queda na atividade das indústrias extrativistas (-14,2%), na fabricação de produtos alimentícios (-11,6%) e na fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-35,3%). Como resultado, a indústria geral do Rio Grande do Norte acumulou perda de 24,8% no período.

Já a variação acumulada em 12 meses, em relação ao período anterior de 12 meses, foi positiva para a confecção de artigos do vestuário e acessórios (47,8%) e para as indústrias extrativistas (3,8%). No mesmo período, os números ficaram negativos para a fabricação de produtos alimentícios (-2,3%) e para fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-23,4%). Com isso, a indústria potiguar acumulou queda de 12,6% nos últimos 12 meses.

 

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