O custo da cesta básica em Natal registrou alta de
5,99% entre fevereiro e março de 2026, colocando a capital potiguar na sétima
posição entre as maiores variações do país no período, segundo levantamento do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O avanço reflete uma pressão inflacionária
concentrada nos itens alimentícios, com impacto direto sobre a renda disponível
das famílias e potencial efeito contracionista sobre o consumo no curto prazo.
No ranking nacional, Natal ficou atrás de capitais como Manaus (7,42%), Salvador
(7,15%) e Recife (6,97%), mas apresentou variação superior a cidades como
Fortaleza (5,04%) e João Pessoa (5,53%).
A elevação da cesta básica ocorre em um contexto de
choques de oferta em diversos itens essenciais, o que amplia a difusão da
inflação alimentar. Produtos como feijão, tomate, carne bovina e leite registraram
aumentos generalizados em praticamente todas as capitais.
O feijão apresentou alta em todo o País, com
pressões associadas à redução de área plantada, dificuldades na colheita e
perspectiva de menor produção na segunda safra. O tomate, por sua vez, teve
aumentos expressivos, sustentados por perdas de safra e menor oferta,
decorrentes de condições climáticas adversas.
A carne bovina também contribuiu para o avanço dos
preços, impulsionada pela demanda interna aquecida, crescimento das exportações
e restrições na reposição do rebanho. Já o leite integral foi pressionado pela
entressafra e pela recomposição da demanda.

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