O acordo de colaboração premiada do empresário e
pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, será uma espécie de
complemento da delação do dono do Banco Master.
As defesas do ex-banqueiro e de seu cunhado
trabalham em conjunto para alinhar que as revelações apresentadas por Vorcaro
sejam corroboradas por provas fornecidas por Zettel.
Segundo fontes ouvidas pela CNN, os dois acordos
formarão "um combo" para revelar as fraudes do Banco Master e as
conexões do ex-banqueiro com autoridades da República.
A reportagem apurou ainda que a participação de
Zettel será minimizada pelas defesas, no sentido de que ele não teria acesso a
todos os encontros, às negociatas e aos acordos firmados. O relatório da
Polícia Federal, porém, aponta o pastor como o principal operador financeiro do
esquema.
Como já mostrou a CNN, a defesa de Vorcaro reúne
dados e documentos para anexar à proposta de delação premiada que apresentará à
PF em blocos, dividindo o material em ao menos cinco anexos.
A expectativa, tanto de advogados quanto de
integrantes da PF, é que esse processo de levantamento de informações leve
cerca de 45 dias. A fase de depoimentos deve começar na sequência.
Com todo o material em mãos, a PF vai julgar se há
elementos que sustentem uma delação premiada, como quer o ex-banqueiro, e se há
novidades além de tudo o que já foi levantado pela investigação, como
mensagens, e-mails, transações financeiras e nomes.
O ex-banqueiro quer tentar tirar do rol de acusações
contra ele o crime de organização criminosa. Além disso, ele também pretende se
desvencilhar do apontamento de que seria o líder do esquema.
Um dos motivos é que, em um acordo de delação, para
entregar informações de uma organização criminosa, em tese, o delator precisa
entregar “o andar de cima”, ou seja, quem seria o chefe da organização.
Retirando essa acusação, como tenta negociar a
defesa, ele tende a entregar informações sobre outras pessoas envolvidas de
forma horizontal nas fraudes bilionárias do extinto Banco Master e suas
ligações políticas.
Vorcaro está preso desde 4 de março por tentativa de
atrapalhar as investigações e ameaças a testemunhas.
CNN Brasil

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