A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado
aprovou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral
da União, para ocupar uma cadeira no STF. A votação terminou em 16 votos
favoráveis e 11 contrários, após sabatina que durou mais de oito horas. O nome
agora segue para análise no plenário do Senado.
Durante a sabatina, Messias afirmou que o Supremo
não deve atuar como um “Procon da política”, mas ressaltou que a Corte “não
pode ser omissa” diante de questões relevantes ao país. Defendeu a criação
de um código de conduta para magistrados e ministros do Judiciário, incluindo
integrantes do STF.
Ele evitou comentar casos específicos em análise no
Judiciário e afirmou que determinadas investigações não são de competência da
AGU, mas de órgãos como Banco Central, Polícia Federal e o próprio Supremo.
Messias também reagiu a críticas que recebeu e defendeu a atuação da AGU
em atos recentes de repercussão nacional.
Messias destacou princípios do processo penal, como
legalidade, proporcionalidade e individualização de condutas, afirmando que
“processo penal não é ato de vingança, é de justiça”. E também declarou
ser contrário ao aborto, mas afirmou que determinados casos devem ser
analisados com “humanidade”.
Próxima etapa no Senado
Com a aprovação na CCJ, a indicação segue agora para
o plenário do Senado, onde precisa de pelo menos 41 votos favoráveis para ser
confirmada. O processo de análise levou cerca de cinco meses até chegar à
votação, em meio a impasses políticos e negociações no Senado.
Embora a tradição seja de aprovação de indicados ao
STF, o cenário ainda é considerado de incerteza até a votação final.

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