O Código de Conduta do Banco Master, de autoria do
escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, que se pronunciou pela
primeira vez sobre o caso apenas anteontem, é uma espécie de “Frankenstein
regulatório”: mistura trechos quase literais de leis brasileiras com jargões
clássicos de cartilhas de grandes bancos e fintechs.
Análises feitas por três programas de verificação
(AskGPT, Grammarly e Justdone) indicam plágio e uso de IA acima de 70%.
Há textos muito semelhantes a dispositivos da Lei
Anticorrupção, do Código Penal e de normas da Comissão de Valores Mobiliários
sobre uso de informação privilegiada, elementos necessários em eventual
auditoria do Banco Central. E ainda termos como “PLD-FT” (prevenção à lavagem
de dinheiro e financiamento ao terrorismo) e “transações com partes
relacionadas”, usados em manuais de instituições como Itaú, Bradesco e bancos
de investimento.
Por outro lado, o código de ética tem regras
bastante específicas, como a proibição de funcionários emitirem recibos de
investimentos fora das regras internas, participarem de transações imobiliárias
envolvendo parentes ou registrarem fotos dentro das dependências do banco sem
autorização.
O manual estava entre os trabalhos prestados pelo
escritório, que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos à esposa do
ministro Alexandre de Moraes.
Lauro Jardim - O Globo

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