quinta-feira, 12 de março de 2026

O Código de Conduta ‘Frankenstein’ do Master, produzido pelo escritório Barci de Moraes

 


O Código de Conduta do Banco Master, de autoria do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, que se pronunciou pela primeira vez sobre o caso apenas anteontem, é uma espécie de “Frankenstein regulatório”: mistura trechos quase literais de leis brasileiras com jargões clássicos de cartilhas de grandes bancos e fintechs.

Análises feitas por três programas de verificação (AskGPT, Grammarly e Justdone) indicam plágio e uso de IA acima de 70%.

Há textos muito semelhantes a dispositivos da Lei Anticorrupção, do Código Penal e de normas da Comissão de Valores Mobiliários sobre uso de informação privilegiada, elementos necessários em eventual auditoria do Banco Central. E ainda termos como “PLD-FT” (prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo) e “transações com partes relacionadas”, usados em manuais de instituições como Itaú, Bradesco e bancos de investimento.

Por outro lado, o código de ética tem regras bastante específicas, como a proibição de funcionários emitirem recibos de investimentos fora das regras internas, participarem de transações imobiliárias envolvendo parentes ou registrarem fotos dentro das dependências do banco sem autorização.

O manual estava entre os trabalhos prestados pelo escritório, que previa o pagamento de R$ 129 milhões em três anos à esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Lauro Jardim - O Globo

 

 

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