O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas
(Republicanos), comparou o desfile que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) no Carnaval carioca com os casos que levaram às condenações na
Justiça Eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Tarcísio, nas eleições de 2022, o Brasil viu
uma postura muito dura em relação a Bolsonaro. O governador citou dois
episódios que levaram à inelegibilidade do ex-presidente: a reunião de
embaixadores e a comemoração do bicentenário da Independência do Brasil.
“Pois bem, se o desfile de ontem não foi propaganda
antecipada, o que será então? Por que não haverá o mesmo rigor agora? E não
havendo, quanto elásticas serão as interpretações a partir desse momento”,
questionou o ex-ministro de Bolsonaro.
Tarcísio criticou o uso de jingle do PT no enredo e
menções a bandeiras de campanha. O governador ainda classificou a apresentação
como “propaganda política descarada” e “desrespeito aos evangélicos”.
“Tá valendo tudo. E nesse vale tudo, quem é que
perde? Perde o Brasil. Perde a oportunidade de investigar o motivo da nossa
estagnação. Perdem-se oportunidades uma atrás da outra”, criticou.
Tarcisio ainda ironizou ao afirmar que sentiu falta
no desfile de algumas alas, como “a ala os Correios faliram e o Lula não viu” e
da “ala dos roubados do INSS”.
Intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança:
Lula, o operário do Brasil”, o desfile da Acadêmicos de Niterói contou a
história do presidente Lula desde a saída de Garanhuns, no agreste de
Pernambuco, sua vinda para São Paulo com a família, os tempos de líder sindical
e sua chegada ao Planalto.
O jurídico do PT divulgou, na tarde desta
segunda-feira (16), uma nota na qual contestam as críticas de que o presidente,
o partido e o governo infringiram a legislação eleitoral durante o desfile da
Niterói.
CNN Brasil

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