Estados Unidos e Israel realizaram, na madrugada
deste sábado (28), um ataque coordenado contra o Irã, com explosões
registradas em Teerã e em outras cidades como Isfahan, Qom, Karaj e
Kermanshah. A ofensiva ocorre após semanas de negociações sobre o programa
nuclear iraniano. O presidente Donald Trump afirmou que a ação visa
“defender o povo americano”, enquanto o Pentágono classificou a operação como
de grande escala e sem prazo imediato para terminar.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin
Netanyahu, declarou que o objetivo é neutralizar o que chamou de “ameaça
existencial” representada pelo regime iraniano. Já o ministro da Defesa, Israel
Katz, descreveu o ataque como “preventivo”. Segundo agências iranianas, áreas
próximas a estruturas governamentais foram atingidas, enquanto mísseis
iranianos foram lançados em retaliação contra território israelense. Sirenes
soaram em diversas regiões, e o espaço aéreo de Israel foi fechado.
A escalada acontece em meio a uma crescente
mobilização militar na região. Os EUA ampliaram sua presença com o envio de
porta-aviões e reforço de tropas no Oriente Médio, numa estratégia de pressão
para limitar o enriquecimento de urânio pelo Irã. Teerã, por sua vez, afirma
que seu programa nuclear tem fins pacíficos e acusa Washington de promover
instabilidade regional. Exercícios militares com Rússia e China também elevaram
o grau de tensão geopolítica.
Internamente, o Irã enfrenta forte pressão econômica
e política. Sanções internacionais, inflação elevada e desvalorização do rial
agravaram o descontentamento popular. Desde a Revolução Islâmica de 1979, o
país é liderado pelo aiatolá Ali Khamenei, que permanece no poder há mais
de três décadas. Protestos recentes foram reprimidos com rigor, aprofundando a
crise doméstica.
As relações entre Irã e Estados Unidos acumulam
décadas de hostilidade, alternando tentativas diplomáticas e confrontos
indiretos. O acordo nuclear firmado em 2015 representou um raro momento de
distensão, mas foi abandonado por Washington dois anos depois. Desde então, o
ciclo de sanções, ameaças e ataques pontuais mantém a região sob risco
constante de um conflito de maiores proporções.

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