Casais ou pessoas que possuem dificuldade de
engravidar podem ter acesso a um programa gratuito de reprodução assistida,
oferecido via Sistema Único de Saúde (SUS), no Rio Grande do Norte.
O serviço é oferecido no Centro de
Reprodução Assistida (CRA) da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC-UFRN),
vinculada à Rede Ebserh, que fica em Natal. O
programa é referência nas regiões Norte e Nordeste.
A unidade oferece:
- acompanhamento
completo, desde a investigação das causas da infertilidade até a
realização de procedimentos como coito programado;
- inseminação
intrauterina (IIU);
- fertilização
in vitro (FIV);
- punção
de epidídimo (PESA); e
- preservação
de gametas para pacientes oncológicos antes da quimioterapia.
O atendimento é realizado por equipe
multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, biólogos, psicólogos e
técnicos de enfermagem.
O centro também atua como campo de formação
acadêmica, recebendo estudantes de graduação, pós-graduação e residência.
Quem pode acessar o serviço
De acordo com a MEJC, podem utilizar o serviço casais
atendidos pelo SUS, com mulheres até 38 anos, 11 meses e 29
dias, em relacionamento estável.
O atendimento é feito mediante regulação do
Sistema Nacional de Regulação (SisReg), do Ministério da Saúde.
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O primeiro passo para conseguir o tratamento é procurar a Unidade Básica de
Saúde (UBS) da área de residência.
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Lá, o paciente vai realizar consulta médica e solicitar encaminhamento ao
ambulatório de infertilidade da MEJC/Ebserh.
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O acesso ao Centro de Reprodução Assistida ocorre exclusivamente por
encaminhamento médico após atendimento no ambulatório de Infertilidade da
Maternidade Escola Januário Cicco.
Por ser referência regional, o centro da MEJC/Ebserh
também atende pacientes de outros estados por meio do programa Tratamento
Fora do Domicílio (TFD).
“As pacientes devem ser reguladas pela Secretaria de
Saúde do seu Estado, que entra em contato com a Secretaria de Saúde do RN para
agendamento”, explica a ginecologista e coordenadora do CRA, Mychelle Medeiros.
'Sonho concretizado', diz mãe que passou
pelo centro
A paciente Shuelly Mara Nobre relata que o sonho da
maternidade parecia distante após anos tentando engravidar.
“Estamos casados há 25 anos e desde o primeiro ano
queríamos ter filhos, mas não conseguimos", relatou.
Isso porque Shuelly descobriu um quadro avançado de
endometriose e passou por cirurgias e tratamentos sem sucesso.
"Quando soube que o Centro de Reprodução
Assistida seria inaugurado, senti que era um passo a mais para realizar esse
sonho”, comentou Shuelly.
O atendimento começou em 2013. Após o tratamento, em
2014, ela recebeu a notícia de que seria mãe de gêmeo: Abigail e Benjamin.
"Não foi fácil, não foi de primeira por causa
da minha condição de saúde. Em 2014 foi concretizado, foi concluído o
tratamento, consegui engravidar. Gravidez de gêmeos, foi uma alegria muito
grande", disse.
“Nunca vou esquecer o dia em que a doutora disse que
o exame deu bem alto", completou.

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