O Rio Grande do Norte é atualmente o segundo estado
brasileiro com a segunda maior prevalência de obesidade entre adultos, dados de
2025 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), do Ministério
da Saúde. O levantamento aponta que 42,09% dos adultos potiguares atendidos
pelo SUS apresentam algum grau de obesidade, percentual significativamente
acima da média nacional, estimado em 31%.
O alerta se amplia quando considerados sobrepeso e
obesidade de forma combinada: aproximadamente 60% dos adultos no estado vivem
com excesso de peso. No ranking nacional, o RN aparece atrás apenas do Rio
Grande do Sul, reforçando a necessidade de ações estruturadas e permanentes.
Os números dialogam diretamente com o tema do Dia
Mundial da Obesidade, realizado em 4 de março e promovido pela World Obesity
Federation. Em 2026, a campanha traz o mote “8 Billion Reasons to Act on
Obesity” (“8 bilhões de razões para agir contra a obesidade”), um chamado
global que destaca que cada pessoa no planeta representa uma razão para
enfrentar uma doença de forma coletiva. As projeções indicam que, se nenhuma
medida eficaz for adotada, até 2035 cerca de 4 bilhões de pessoas — metade da
população mundial — poderão estar com sobrepeso ou obesidade.
Mobilização
No Rio Grande do Norte, a mobilização acontecerá no
dia 7 de março, das 8h às 12h, no Parque das Dunas, em Natal. A programação
será aberta e gratuita ao público, promovida pela Sociedade Brasileira de
Endocrinologia e Metabologia – Regional RN (SBEM-RN), e contará com equipe
médica especializada na temática da obesidade.
Durante a manhã, serão oferecidas orientações com
profissionais especializados, palestras educativas sobre prevenção e
tratamento, momentos de reflexão sobre hábitos de vida e saúde, esclarecimento
de dúvidas com endocrinologistas, além de atividades interativas e sorteio de
brindes para os participantes.
A busca iniciativa ampliar o acesso à informação
avançada, combater o estigma e estimular o debate sobre políticas públicas e
estratégias eficazes de prevenção e tratamento da obesidade no estado. Diante
dos números expressivos no RN, especialistas reforçam que enfrentar a obesidade
é um desafio coletivo, que envolve educação, meio ambiente, políticas públicas
e acesso a tratamento adequado.

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