A delegada Ivalda Aleixo, diretora
do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP),
responsável pela investigação que levou à prisão do piloto Sérgio Antônio
Lopes, de 60 anos, dentro de uma avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona
Sul de São Paulo, afirmou em coletiva nesta segunda-feira, 9, que “quando ele
tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava”.
Lopes é acusado de chefiar uma rede de exploração
sexual infantil. Segundo a polícia, o piloto participa do esquema de
pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos.
“Ele tinha contato com algumas das vítimas e ele
levava até para motel com RG de pessoa maior de idade. Uma delas, ele começou a
abusar com 8 anos e hoje ela já está 12. A outra acabou de fazer 18 anos, uma
das vítimas. Quando ele tinha contato físico, real, com essas crianças, então
ele as estuprava”, diz a delegada.
O piloto teria “comprado” três meninas de 10, 12 e
14 anos, netas de uma mulher de 55 anos, que também foi presa durante operação
realizada nesta manhã. A reportagem tenta contato com a defesa dos suspeitos.
Em nota, a Latam informou que o piloto foi preso
durante os procedimentos de embarque do voo LA3900, com destino ao Rio de
Janeiro. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto. A
empresa ainda afirma que abriu apuração interna e está à disposição das
autoridades para colaborar com as investigações.
Além das duas prisões, a polícia ainda cumpre oito
mandados de busca e apreensão contra quatro investigados. As ações são
realizadas na capital paulista e em Guararema, na região metropolitana.
O inquérito policial começou em outubro de 2025.
Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas
submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.

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