Ao contrário do que costuma ocorrer em disputas
institucionais, o PT decidiu não recorrer ao Supremo Tribunal Federal após
a aprovação, na CPMI do INSS, da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio
Luís Lula da Silva. A avaliação nos bastidores é que o caso cairia sob
relatoria do ministro André Mendonça, que já conduz investigações
relacionadas ao escândalo envolvendo o INSS e o Banco Master.
Logo após a votação, parlamentares petistas chegaram
a falar em “irregularidades” no processo, mas não formalizaram recurso à Corte.
Em vez disso, a estratégia passou a ser política: buscar apoio do presidente do
Congresso, Davi Alcolumbre, para tentar reverter ou contestar os efeitos
da decisão dentro do próprio Parlamento.
A mudança de rota chamou atenção porque, em
situações semelhantes, o partido costuma judicializar embates no STF. Desta
vez, deputados como Rogério Correia (PT-MG) e Paulo Pimenta (PT-RS)
concentraram críticas na condução da CPMI e na mesa diretora, evitando
mencionar a Suprema Corte como alternativa imediata.
Nos bastidores, a leitura é de que a margem para
reverter a decisão no Judiciário seria pequena, especialmente diante da
relatoria já definida. Assim, o partido optou por uma articulação
institucional, numa tentativa de conter danos políticos em meio ao avanço das
investigações.
A decisão revela um cálculo estratégico em um
momento de forte tensão entre governo e oposição, com a CPMI do INSS se
consolidando como novo palco central da disputa política em Brasília.
Com informações do Diário do Poder

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