Prestes a completar dois anos no Supremo Tribunal
Federal (STF), o ministro Flávio Dino acumula uma sequência de decisões que
ampliaram o embate entre Judiciário, Legislativo e Executivo. Entre os
principais pontos de tensão estão as mudanças nas regras das emendas
parlamentares, a suspensão de benefícios salariais e determinações sobre temas
sensíveis como mineração em terras indígenas.
A informação é da CNN. Um dos episódios
mais marcantes foi a suspensão das emendas de pagamento obrigatório até que
houvesse maior transparência e rastreabilidade nos repasses. A medida provocou
reação do Congresso, que chegou a discutir propostas para limitar poderes do
Supremo. Após ajustes e um plano de trabalho homologado pelo STF, os pagamentos
foram liberados, mas sob novas exigências de identificação dos autores e
beneficiários das emendas.
Na área ambiental e indígena, Dino também
estabeleceu prazo de 24 meses para que o Legislativo regulamente a exploração
mineral em terras indígenas, alegando que a falta de lei específica favorece
crimes ambientais e conflitos na região. Enquanto não houver regulamentação, o
ministro fixou critérios provisórios, destacando que a decisão não libera
automaticamente a mineração.
Mais recentemente, a suspensão dos chamados
“penduricalhos” no serviço público ampliou o desgaste político. Dino argumenta
que verbas classificadas como indenizatórias têm sido usadas para ultrapassar o
teto constitucional, gerando supersalários. A decisão determinou que os Três
Poderes revisem esses pagamentos em até 60 dias, em meio à pressão do Congresso
por mudanças nas carreiras do funcionalismo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário