A revista britânica The Economist acendeu o sinal de
alerta para economias desenvolvidas. O motivo? O risco de sofrer a chamada
“brasilificação” — cenário de juros altos, crescimento lento e rigidez fiscal,
que hoje já marca o Brasil.
Segundo a publicação, mesmo com instituições fortes
e Banco Central independente, o país convive com juros persistentes que engolem
parte do orçamento e dificultam controlar a dívida pública. A revista projeta
que, sem uma queda brusca dos juros, o problema só tende a aumentar.
O alerta não é só para o Brasil. A revista aponta
que países ricos, como os Estados Unidos, podem seguir caminho parecido.
Fatores como envelhecimento da população, aumento de gastos sociais e
polarização política dificultam reformas fiscais. As críticas incluem as
investidas de Donald Trump contra o Federal Reserve, mostrando como pressão
política sobre a economia pode agravar o quadro.
No fim das contas, a mensagem é direta: ignorar o
efeito dos juros sobre a dívida pode transformar economias avançadas em versões
sofisticadas de um problema antes limitado a mercados emergentes. Um recado
que, para quem acompanha a política e economia global, não pode ser ignorado.

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