Afastado por decisão unânime do pleno do STJ, o
ministro Marco Buzzi está impedido de acessar o tribunal e de usar seu local de
trabalho. Com a medida cautelar, ele também perde benefícios como carro oficial
e demais prerrogativas do cargo, mas continua recebendo o salário-base de R$
44.047,88.
O afastamento ocorre após duas denúncias de assédio
sexual chegarem ao CNJ. A primeira envolve uma jovem de 18 anos que estava
hospedada na casa do ministro, em Balneário Camboriú (SC). A segunda denúncia
foi registrada posteriormente e segue sob apuração sigilosa da Corregedoria
Nacional de Justiça.
Mesmo após apresentar atestado médico de 90 dias, o
pleno do STJ decidiu que Buzzi não deve exercer a função enquanto a sindicância
interna estiver em curso. Além da investigação no tribunal, o caso também é
analisado pelo CNJ e pelo STF. Uma comissão interna foi marcada para deliberar
sobre o caso no dia 10 de março.
Em carta enviada aos colegas, o ministro afirmou ser
inocente e disse que provará isso ao longo do processo. A defesa contestou o
afastamento cautelar, alegando que a medida é desnecessária e cria um
precedente arriscado, já que o magistrado já estaria afastado para tratamento
médico.

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